Água Mineral Vytautas

julho 30, 2013 § 3 Comentários

Ela vem das entranhas da terra.
Peixes e outros animais não tiveram a chance de cagar nela.
Vytautas é livre de cocô.
É Limpa.
É rica em minerais.
Minerais são bons para a digestão.
Digerem tijolos.
Digerem jaquetas de couro.
Digerem comida inglesa.
Digerem comida islandesa.
Digerem até um camelo dentro de um barco.
(O que provavelmente é um prato tradicional na cozinha islandesa).
Experimente o poder da digestão de Vytauras.
Faça você mesmo um sanduíche com um porco inteiro e dois ipads.
Ou, prepare aquele coquetel que você sempre sonhou.
Coloque num liquidificador: 1 Leite, 1 Banana, 1 Jato Supersônico.
Bata até decolar.
Acerte com um estilingue.
Vytautas dá energia, mas sem causar impotência.
Use essa energia para se divertir.
Pegue uma enguia elétrica.
Gire no ar rápido tão rápido que rompa a linha espaço tempo contínuo e viaje para o futuro.
“Isso é fuderosamente inacreditável” (Stephen Hawking)
Se não gostar de viagens no tempo, divirta-se fazendo outras coisas.
Faça um foursome.
Reúna uma galera para a suruba.
Se forem do mesmo sexo, tudo bem, tô nem aí.
Com Vytautas você vai ser tão sexy quanto um Tigre.
Não… Quanto um tigre dirigindo um Bugatti.
Não… Quanto um tigre dirigindo um Bugatti movido por uma energia mental do tamanho do universo.
Difícil de entender?
Não mais.
Os minerais da Vytautas são bons para o seu cérebro, também.
Com Vytautas as suas sacadas serão tão afiadas que você vai poder apunhalar vampiros com elas.
Vytautas é boa para a sua sorte, também.
E reduz drasticamente as suas chances de ser visto com coisas, como:
– Sandálias crock;
– Motorzinhos de dentistas;
– Mulheres feias…
Ou mesmo, de ser estuprado por uma gangue de pandas.
Mas você não tem medo de pandas?
Não esqueça que existem os outros estresses.
E o magnésio ajuda você a administrá-los bem.
Existem duas formas de administrar o estresse:
( ) Pensar neles
( ) Cagar e andar
Vytautas contém o Fator TCEA – Tô Cagando e Andando.
“O Fator TCEA pode desconstruir o universo como conhecemos hoje” (Stephen Hawking)
Sim, nós sabemos, e cagamos pra isso também.
Quer saber como é o gosto?
Pegue uma camisa verde de adolescente, um construtor civil e alguns animais selvagens.
Coloque tudo dentro de uma Jacuzi quente e deixe um cavalo suando em cima por duas horas.
Depois de sete dias de fermentação, vai ficar mais ou menos como a Vytautas.
Vytautas não é pra viadinho.
É para homens que podem ostentar toda a inacreditável potência dos minerais.
É mais colossal que um urso espacial espremendo o Planeta Terra pra fazer suco.
Vytauras é o SUCO DA TERRA.
Chupa!
Coloque Vytautas no seu trator, e ele vai trepar comer o cu de outros tratores.
Agora, pense rápido: você prefere queijos ou seios?
Seios? Resposta certa.
Quem escolhe seios, escolhe Vytautas. Porque ambos são igualmente bons.
Água Mineral Vytautas.
Cura a ressaca.
É boa pra você.
É O SUCO DA TERRA.

Assina com um gatinho engraçadinho, porque a internet adora gatinhos engraçadinhos.

Anúncios

São Paulo, França

junho 14, 2013 § Deixe um comentário

Manifestos-Sao-Paulo-Alckmin

Ciência

maio 28, 2013 § 2 Comentários

gerard-e-reitora-ufrn

Entenda a experiência neste artigo.

Abraço fraterno,
Márcio N.

Quem é Gerard Depardieu?

maio 28, 2013 § 2 Comentários

Depardieunato perpetua obra do gênio e emprega sósias.

Ainda que abalado pela decadência do cinema europeu, a tradição do departieunato celebra o gênio francês, garante o emprego a sósias e perpetua a sua obra em produções pontuais que só elevam a popularidade do mito.

Com feições tão familiares quanto um parente próximo, é difícil encontrar alguém que não tenha visto pelo menos um dos mais de duzentos mil filmes estrelados pelo bom e velho Gé. Popularidade essa que não vem de hoje. A carreira de Gerard teve início antes mesmo do cinema existir, e continuará a evoluir mesmo quando o cinema ruir. Enquanto houver um retumbante nariz dublê, haverá Gerard Depardieu.

O Departieunato teve início ainda nos tempos da monarquia. Em 1831, o grande “Depardieu I” – àquela época já conhecido em todo o reino – surpreendeu a crítica com uma morte dramática sobre o palco e diante do público, enquanto declamava “Retumbante Retumbância”, um ensaio de Goethe. O ator, que sofria de rinite alérgica, teve uma morte instantânea por aneurisma quando prendeu um espirro nas linhas finais do seu monólogo. Sim, ali mesmo, diante do seu último espirro, foi ovacionado de pé por quase uma hora até que finalmente percebessem a fatalidade que acometera o mestre.

Como um gesto de homenagem, mas também para conter a onda de depressão que ameaçava assolar o império, o Rei Luís Filipe I declarou a Eternização do grande ator num tributo que dura até hoje. Nos bastidores do reino, um novo Depardieu seria eleito com as mesmas características físicas e estilo dramático do primeiro e teria a honra de interpretar o maior personagem vivido por um ator: o papel de Gerard Depardieu. Arrancado da sua família e preso na masmorra de um castelo, sob torturas e intervenções cirúrgicas, o novo Gerard aprenderia seus mais sutis truques cênicos assumiria, por fim, a sua personalidade e sua identidade.

Um novo Gerard Depardieu deveria ressurgir a cada sequência de quatro anos bissextos, sempre no primeiro solstício, e o antigo Gerard seria guilhotinado sobre um palco como seu último ato, e saudado pela plateia com espirros.

A prática, abolida com a queda do império, ressurgiu somente no século vinte nos instantes finais do movimento Nouvelle Vague, quando veio a necessidade de novos ideais estéticos através de uma figura carismática em detrimento da antipatia francesa. Criaram, então, o Gerard Depardieu, como um contraponto à chatice de intelectuais e artistas de vanguarda.

Ainda hoje, os Gerards se reinventam entre bissextos e solstícios, Ainda na flor da idade, jovens de traços depardieuscos são arrancados da sua família, trancafiados em bunkers iluminados por holofotes e treinados por oficiais da DACEF (Departamento de Artes Cênicas do Exército Francês) até que atinjam a máxima perfeição dramática. Recentemente, no entanto, a cerimônia de posse do Depardieunato passou por um pequeno contratempo com explosivos quando extremistas confundiram a pronúncia de “Gerard” com “Jihad”, o que levou a comissão a adiar a escolha do próximo Depardieu ante a eminênia de uma guerra nuclear.

No mais, tudo tem corrido muito bem. Depardieu sobrevive às bombas e – como veremos – mesmo carregado de semblante artístico ainda serve de referência para o mercado de Hollywood.

A indústria americana criou a sua própria versão do Depardieunato; de tempos em tempos, a academia elege um ator inexpressivo e mediano para ocupar o posto de “choose one” –  cargo popularmente conhecido por “Keanu Reeves”, ator padrão pretenso a acidentes estúpidos, sendo substituído a cada erro letal de gravação. A trajetória de eternização do Keânus teve início durante as filmagens de Bill & Ted, em 1988, quando o primeiro deles foi fatalmente atropelado por uma cabine telefônica. Ainda assim, e graças ao advento do Departieunato, a carreira dos Reeves segue de vento em popa com os novos membros Keânus, a emplacar sucessos de bilheteria que só elevam a potência da franquia.

Mas vínhamos falando sobre Gerard Depardieu.

Gepardieu, Geparditu, Gepardieles. Os Gerards Depardieus são únicos e, salvo os seus substitutos passados e vindouros, nada é como eles. Ah, os Depardieus com seus semblantes nobres e abnegados, e que sorrisos complacentes! Em postura desafiadora nos encaram a apontar seus monumentais narizes, como se ali, metamorfoseado nas telas, já estivessem a analisar cada um de nós na escolha do seu sucessor.

Quem?… Quem?… Quem?…

Abraço fraterno,
Márcio N.

Sobre backups, spermcast e regabofes literários

janeiro 31, 2013 § 3 Comentários

não é muito diferente de esperma de craca

Imagem

Estamos em bom número. Curiosos em geral, procurando por qualquer coisa mais interessante que as fotos de facebook de uma tia-avó passeando na Argentina. Aos poucos, o interesse se perde e os olhos são atraídos para outro ponto: a televisão, um prato de feijoada, ou a foto da sua tia-avó dançando com Alexandre Tevez numa casa de tango. A essa altura, só restamos você e eu, aqui, nessa página desértica.

Em todo caso, vamos em frente:

Muito tempo atrás escrevi um texto que, se me recordo bem, tratava sobre temas como ereção e romances de cavalaria. Apesar de tudo, eu não apenas não apaguei aquela estória, como, durante anos, tive o cuidado de salvá-la a cada vez que meu computador era formatado. Mais tarde, fiz com amigos um backup mais eficiente: imprimimos em papel centenas de cópias do texto, que foi encadernado, vendido e guardado em estantes amigas.

Se algum dia um tsunami varrer o litoral do Rio Grande do Norte, o texto ainda assim estará a salvo – seco e empoeirado – em alguma estante de um lugar longínquo, como Minas Gerais, São Paulo e Africa, para onde foram enviadas algumas cópias. Eles continuarão protegidos, intactos como devem ser.

“O seu livro está seguro na minha casa”
“Tem certeza de que ninguém vai tocar nele?”
“Absoluta”

Amizade, consideração, formalidade. O fato é que por alguma razão as pessoas gostam de comprar livros que não vão ler. Num lançamento, por exemplo, você sabe disso: tem muito álcool, tapinhas nas costas, dedicatórias para se arrepender mais tarde e a sensação íntima de que o backup está dando certo.

Publicar um backup vale a pena mais ou menos pela mesma razão que existe a craca. Já ouviu falar nela? A craca é um crustáceo que vive aderido a uma pedra, e, como todo séssil, ele curte fazer spermcast – no caso, lançar o seu esperma nas ondas para que encontre uma parceira. Com um livro é a mesma coisa: você lança, e, se der sorte, ele encontra um leitor.

Sem ofensas,
e com um abraço fraterno.
Márcio N.

Se você quiser contribuir com o backup, basta comprar “O HOMEM DE FIRME DESTINO”, de Márcio Nazianzeno & Gabriel Novaes, pela editora Jovens Escribas, e guardar na sua estante. Bença.

hdfd

janeiro 22, 2013 § Deixe um comentário

Anúncios do livro. Neles, já dá para ver algumas das ilustrações de Gabriel Novaes.

Abraço fraterno,
Márcio N.

O Homem de Firme Destino, livro

janeiro 16, 2013 § 3 Comentários

Está pronto, e foi assim que ele ficou:

É um livro de literatura ficção, humor, reunindo os relatos do escrivão acerca do Homem de Firme Destino. O livrinho é assinado também por Gabriel Novaes, que trabalhou nas ilustrações.

A edição é dos Jovens Escribas e teve a gentil contribuição de Sérgio Fantini, escritor mineiro que conheci numa viagem para a Paraíba. Danilo Medeiros foi o responsável pelo projeto gráfico e tudo o mais foi feito às custas da paciência de Carlos Fialho.

O lançamento vai ser no dia 24 de janeiro, daqui a uma semana, no Solar Bela Vista, em Natal. Também por lá e nesse mesmo dia, Daniel Liberalino vai lançar o livro dele, “Corpúsculo Num Plano”, que é muito massa.

Quem quiser o livro e não estiver em Natal, é só acessar a lojinha dos Jovens Escribas e comprar pela internet.

Abraço fraterno,
Márcio N.

%d blogueiros gostam disto: