Sobre backups, spermcast e regabofes literários

janeiro 31, 2013 § 3 Comentários

não é muito diferente de esperma de craca

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Estamos em bom número. Curiosos em geral, procurando por qualquer coisa mais interessante que as fotos de facebook de uma tia-avó passeando na Argentina. Aos poucos, o interesse se perde e os olhos são atraídos para outro ponto: a televisão, um prato de feijoada, ou a foto da sua tia-avó dançando com Alexandre Tevez numa casa de tango. A essa altura, só restamos você e eu, aqui, nessa página desértica.

Em todo caso, vamos em frente:

Muito tempo atrás escrevi um texto que, se me recordo bem, tratava sobre temas como ereção e romances de cavalaria. Apesar de tudo, eu não apenas não apaguei aquela estória, como, durante anos, tive o cuidado de salvá-la a cada vez que meu computador era formatado. Mais tarde, fiz com amigos um backup mais eficiente: imprimimos em papel centenas de cópias do texto, que foi encadernado, vendido e guardado em estantes amigas.

Se algum dia um tsunami varrer o litoral do Rio Grande do Norte, o texto ainda assim estará a salvo – seco e empoeirado – em alguma estante de um lugar longínquo, como Minas Gerais, São Paulo e Africa, para onde foram enviadas algumas cópias. Eles continuarão protegidos, intactos como devem ser.

“O seu livro está seguro na minha casa”
“Tem certeza de que ninguém vai tocar nele?”
“Absoluta”

Amizade, consideração, formalidade. O fato é que por alguma razão as pessoas gostam de comprar livros que não vão ler. Num lançamento, por exemplo, você sabe disso: tem muito álcool, tapinhas nas costas, dedicatórias para se arrepender mais tarde e a sensação íntima de que o backup está dando certo.

Publicar um backup vale a pena mais ou menos pela mesma razão que existe a craca. Já ouviu falar nela? A craca é um crustáceo que vive aderido a uma pedra, e, como todo séssil, ele curte fazer spermcast – no caso, lançar o seu esperma nas ondas para que encontre uma parceira. Com um livro é a mesma coisa: você lança, e, se der sorte, ele encontra um leitor.

Sem ofensas,
e com um abraço fraterno.
Márcio N.

Se você quiser contribuir com o backup, basta comprar “O HOMEM DE FIRME DESTINO”, de Márcio Nazianzeno & Gabriel Novaes, pela editora Jovens Escribas, e guardar na sua estante. Bença.

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