Sobre paranoia

março 10, 2009 § Deixe um comentário

Algo preocupante.

Não bastasse a pressão costumeira do ambiente de trabalho, desde que li isso passo o dia com a impressão de que estou sentado sobre explosivos. Circula a história de que, na China, um rapaz de 14 anos morreu em decorrência de uma hemorragia com ferimentos no reto provocados por estilhaços de aço, quando, fatidicamente, o cilindro de gás da sua cadeira ajustável explodiu. Episódios como esse da China acontecem o tempo inteiro, e são alertas pontuais sobre como o mundo é um lugar inseguro. E, na cidade, tanto mais. A vida urbana é constituída de medo e, a paranoia, o sentimento geral. Medo é o que faz alguém optar por um carro com air-bag, por exemplo; mas é a paranoia que faz alguém perscutar o acento do cinema, na possibilidade de ter ali uma agulha contaminada com vírus H.I.V (ou mesmo, um cilindro de gás explosivo, nas reclináveis). Isso, administrado com cuidado, é das melhores estratégias para uma vida saudável – uma vez que, o segredo para a longevidade, é essencialmente manter-se vivo por muito tempo. Quando vemos um velhinho sentado em um banco de praça, não estamos a ver um velhinho sentado em um banco de praça. Ele é um homem que, há um tempo razoável, tem escapado ileso a todos os riscos de morte que a vida oferece. Quase firme, àquela altura do campeonato, provavelmente cumpriu premissas básicas, como: não fumar ou beber em excesso; não caminhar por ruas de pouca iluminação, ou mesmo olhar para os dois lados antes de atravessar uma; não discutir com estranhos, sobretudo no trânsito ou em bares; dirigir devagar, e sóbrio, usando cinto de segurança ou capacete, ou os dois; evitar caixas eletrônicos em áreas desertas; não andar com objetos de valor; comer uma quantidade aceitável de gordura e carne vermelha; jamais reagir a um assalto, ou mesmo praticar um; evitar o vício em drogas e o contato com o tráfico; não seguir pelo caminho do crime etc. Definido isso, podemos tomar as devidas precauções, e, com um pouco de sorte, nos mantermos… na medida do possível… inteiros.
A ameaça das cadeiras, realmente, quanto a isso não sei o que fazer.

Abraço fraterno,
Márcio N.


Foi assim que ela ficou.

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