Abril 23, 2009

Biblioteca Digital Mundial _unesco

Operations Against the Japanese on Arundel and Sagekarsa Islands; Bushemi, John; 1943 - BIBLIOTECA DIGITAL

E-mail que recebi hoje:

“A Unesco lançou oficialmente, nesta terça-feira (20/04), o site da Biblioteca Digital Mundial, em que é possível navegar pelo excepcional acervo de livros, manuscritos e documentos visuais e sonoros procedentes de bibliotecas e arquivos do mundo todo. Reproduções das mais antigas grafias e fotografias estão entre os vários documentos raros apresentados em sete idiomas (árabe, chinês espanhol, francês, inglês, português e russo). O lançamento aconteceu na sede parisiense da Unesco, na presença de seu diretor-geral Koichiro Matsuura, e de James H. Billington, diretor da Biblioteca do Congresso Nacional dos Estados Unidos, idealizador do projeto.” 

 

 

Abraço fraterno,
Márcio N.

Abril 15, 2009

Ataulfo Desmembrado

Texto novo:

Comovente fim de Ataulfo Desmembrado

por márcio nazianzeno

Quando Ataulfo acordou deu por falta da perna esquerda. Havia sido cortada, se é que fora realmente cortada, à altura da coxa – ao que parece, uma incisão perfeita. Uma inspeção cuidadosa revelaria a inexistência de qualquer ferimento, marcas ou cicatriz; como se desde o sempre jamais existisse ali perna ou coisa parecida, somente a protuberância mínima em forma de punho fechado e medindo pouco menos de um palmo de cumprimento. Confuso encontrava-se Ataulfo naquele estado em que, acabando de acordar, não tinha ainda despertado por completo; um aditivo ao tormento perfeitamente cabível à natureza inóspita do acontecimento. Configurava-se, assim, uma confusão mental completa. Considerou, esperançoso, a possibilidade de ser aquele um sonho de muito mau-gosto. Belisco-se, deu tapinhas no próprio rosto; primeiro devagar, depois com mais empenho. Foi a tal ponto na tentativa de escapar do pesadelo ao qual estava confinado que passou a esbofetear a própria cara; com força tamanha que não espantaria se, além da perna, perdesse ali mesmo a cabeça que poderia muito bem sair rolando pelo quarto ante a violência dos golpes. Quase isso. A cabeça foi o que perdeu, em sentido mais figurado, quando, apalpando a face dolorida, encontrou somente uma superfície plana e macia qual uma nádega. Imaginem vocês o desalento que sentiu Ataulfo ao constatar a perda também do nariz – o único que tinha. Foi um arremate cruel. Assustado, saltou da cama sem ao menos atentar a perna ausente, que, noutros tempos, lhe garantia o equilíbrio que faltaria no instante seguinte – de maneira torpe e desengonçada, girou num compasso antes de estatelar os ossos no chão, sonora e dolorosamente; arrastou-se na extensão do quarto, tão inconformado quanto perplexo, esbravejando com aquela voz nasal de alguém que fala com o nariz tampado (ou mesmo, de alguém não tem um nariz), e, agarrando-se furiosamente a um guardachuva de estilo inglês que muito veio a calhar, improvisou com ele uma bengala e pôs-se de pé quase com dignidade. Ataulfo partiu dali em direção ao banheiro – primeiro mancando decidido, vacilante logo mais, quando de frente para o espelho. Entre a boca e os olhos havia um vão imenso a ser preenchido. Sem o nariz para lhe conferir equilíbrio às feições, o rosto parecia não mais o de a uma pessoa. Era a fisionomia de um animal estranho, de aspecto dócil, até: uma caricatura humana de um desenho animado que, olhando bem, lembrava um boneco da Lego – amarelo sempre foi, mas sem nariz… isso não. Ante pavorosa figura, o nauseado Ataulfo lançou-se para trás abrupto. Foi um choque. Sentindo as mãos formigarem e um frio na barriga de estralar os ossos (incluindo aí o de galinha que desceu acidentalmente no jantar), com curiosidade e pavor aproximou o rosto ao espelho, e de perto avaliou o rastro deixado pelo nariz fugidio. Ou ainda, a ausência de qualquer rastro. Identificou, contudo, um padrão: era aquela incisão, assim como a da perna, perfeita. Sem ferimentos, marcas, nem cicatriz. Em resumo, sem explicação.

***

Chegaram em casa acompanhados do médico da família. O mais preocupado era Seu Pereira, o pai, alternando seus pensamentos entre o destino do filho, as atribulações e pendências na firma e a desolação admirável da esposa. Bem verdade era a de que, no fundo, não estava tão preocupado assim com a preocupação toda – visto que preocupar-se era somente a conduta normal e mais apropriada para a imagem de decência e austeridade, tão necessárias ao papel de homem sério. Preocupado, portanto, estava tranqüilo. Dona Florência, por sua vez, fazia o da matriarca sofredora, de maneira tal que ao menor alerta assumia uma expressão vazia de perda irreparável. Melindrosa, não sofria tanto quanto aparentava, e pelo contrário: gostava. Sentia-se mais respeitável e bondosa, e quanto mais quisesse sê-la, mais chorava. Era católica praticante. Doutor Tomás, o médico, ocupava-se de tranqüilizar a família e para isso conjeturava com seus botões um laudo tenebroso, anunciado somente dali ao anoitecer, durante o jantar. O fato é que as roupas de Ataulfo foram encontradas perto do portão, onde ficavam as pimenteiras.

***

Ataulfo estava mais para moço do que para velho, não sendo no entanto nem uma coisa nem outra. Era imberbe, mirrado e extremamente tímido. Sua aparência atribuía à personalidade avoada um semblante ainda mais infantil e, portanto, de total descrédito. Não fosse por isso, quem sabe, tivesse sido outra a providência imediata tomada por Doutor Tomás, médico da família, ao telefonema do amedrontado Ataulfo. O médico atendeu sério, rotundo, assumindo uma expressão grave quando ouvia em silêncio as tentativas de Ataulfo em esclarecer, no tom mais sóbrio e plausível que conseguia encontrar, como havia sem qualquer explicação razoável sido destituído de perna e nariz – assim, do nada, em sua própria cama. O resultado como se pode imaginar foi desastroso. Havia ainda o problema com a dicção, terrível, comparável somente a de um gago falando grego embaixo d’água. Freqüentes ainda eram as manifestações espontâneas de euforia, quais palavrões cabeludos, respiração ofegante, frases atropeladas, desconexas, berros e urros alucinados ou chorosos. Ataulfo estava, na melhor das hipóteses (e a exemplo das exiladas partes do seu corpo), completamente fora de si. Constitui-se, assim, o mais curioso telefonema recebido por Tomás em toda a sua carreira como médico e como homem.

“Ataulfo, seus pais estão em casa?”
“Não”
“Quando alguém chegar, diga para me ligar.”

***

A casa era rodeada de um bonito jardim caprichosamente bem cuidado por Dona Florência, a mãe, mulher de inegável competência na arte de cultivar ambientes familiares utilizando vegetação exótica. Havia no jardim plantas frutíferas e ornamentais, quais orquídeas, pimenteiras, um pé de acerola, um limoeiro, couve, capim-santo, hortaliças, trepadeiras; brotando no fértil solo revestido pelo gramado por onde Ataulfo se arrastava sofregamente, ao modo dos soldados abatidos num campo de batalha. Estava sem a perna esquerda, sem o nariz e nessa contagem subtraía-se ainda um braço – o direito. Ataulfo, o discreto e mirrado rapaz, não parecia mais tão retraído. Gritava com toda a força dos pulmões que, ao que tudo indica, ainda estavam lá. Em compensação, sem nariz, braço e, alto lá, agora sem as duas pernas, estava àquela altura tão mirrado quanto jamais esteve. Era um pedacinho de homem a se arrastar pelo chão – inserido na horta de Dona Florência, parecia um saco de batatas em fuga. Com algum esforço girou o que restava do corpo, e lá permaneceu: a barriga para cima, as costas deitadas no gramado, um tronco somente. Fazia um dia claro, e sob o céu azul de nuvens brancas, as folhas das pimenteiras balançavam suavemente.

 

 Natal,  14/04/2009

 

 ¤¤¤¤

Ilustrado por Elsita.

Abraço fraterno,
Márcio N.

Abril 15, 2009

Sonambulismo em cães afeta jovens

Cachorro enfrentando sérios distúrbios no sono:

Jovem nerd enfrentando sérios distúrbios mentais:

Abraço fraterno,
Márcio N.

Abril 10, 2009

Gato Ninja

Um dos vídeos mais legais que eu já vi na internet toda.

Tem mais no Moire, site totalmente dedicado ao gato e feito pelo dono.

Abraço fraterno,
Márcio N.

Abril 9, 2009

Odete, a Ordinária

Ode Caprichosa

Cálida tarde primaveril. Mergulhando lentamente, no céu crepuscular encandescente, encarnado, o sol dourado, se punha solenemente - por trás dos verdes montes delineados; quando, sob o frondoso jatobá de folhas cadentes, o fanático por adjetivos se masturbava loucamente.

***

Abraço fraterno,
Márcio N.

Abril 8, 2009

Etiópia é uma festa

Achei muito massa esse clipe.

Abraço fraterno,
Márcio N.

Abril 2, 2009

Animação boa

Essa animação tá aqui por atrapalho meu – eu ia colocar no noad e acabou saindo na página errada. Tudo bem.

E, por acaso, lembrei agora de um causo de hoje que fez eu se sentir dentro de um comercial de televisão ruim. Um velho entrou na banca e pediu a raspadinha tal, como não tinha ele saiu reclamando que não era mesmo o dia de sorte dele. Nem o meu.

Abraço fraterno,
Márcio N.

Março 30, 2009

As aventuras do homem sem pênis

Tirinha surrupiada de Perry Bible Fellowship.

Abraço fraterno,
Márcio N.

Março 29, 2009

Sambinha fanfarrão

Um… dois… três…

 João Fanfarrão

João Fanfarrão é um fanfarrão
Sem um só arranhão escapou
Quando atropelado por caminhão

João Fanfarrão é um fanfarrão
Ao fugir da escola, a vida fez-lhe lição:
Que saiu, saiu, mas esqueceu do calção

João Fanfarrão é realmente um fanfarrão
De vez em quando mente, mas só por diversão

João Fanfarrão é um fanfarrão
Outro dia se perdeu, estabanado,
E quando foi encontrado,
Tinha passado a perna em Alemão

João Fanfarrão é fanfarrão de fato
Deu a volta por cima, e veja que engraçado:
Foi pela contramão

João fanfarrão é um fanfarrão
Pediu pra lavar a própria roupa
Cueca, camisa, meia, bermuda, calção
E como fez, todo molhado, bolas de sabão

 João Fanfarrão é um fanfarrão
Quando gripado bebe remédio
Quando sarado come feijão

João Fanfarrão é um fanfarrão
De nariz resfriado parece vulcão
Noutro dia pousou nele um canário:
Morreu, o coitado, de causa erupção

João Fanfarrão é o craque fanfarrão
Nunca aprendeu a jogar bola,
E quando o juiz não olha
Vai lá e faz gol de mão

João Fanfarrão é um fanfarrão televisivo
Aprendeu artes marciais ninja do inimigo
De tanto ver televisão

João Fanfarrão é um fanfarrão querido
Tem tudo que quer,
do jeito que quer,
sem gastar um tostão:
Os pais é quem lhe dão

João Fanfarrão é um fanfarrão
Não quer ser astronauta,
Nem bombeiro, nem cirurgião
Só pra não fazer a lição

João fanfarrão é um fanfarrão,
No aniversário foi um pagode:
De tanto enfiar o dedo no bolo
Findou fraturando o dedão

João fanfarrão, eu quero ser fanfarrão
Quando a vida não era, você erra por ela
Levando tudo leve, assim, é bom

E João, o que ele é?
É fanfarrão!
Fazendo um monte de besteira,
Ganhou uma canção
A canção do Fanfarrão
Que é João

Abraço fraterno,
Márcio N.

Março 29, 2009

Emir Kusturica & TheNoSmokingOrchestra

Feliz descoberta a desse grupo de Sarajevo. Formado em 1980 e sobrevivendo à onda de genocídios na Iuguslávia dos anos 1990, mantém forte as raízes bálcãs e vem escapando imune à incontinência anal popidêmica de ultimamente.

A imagem ao lado, com alguns integrantes amarrados a um Jatobá, realmente não quer dizer muita coisa… mas é muito boa.

A seguir, música para assassinato neste vídeo alegre e dançante:

The No Smoking Orchestra traz nos vocais o fundador dr. Nelle Karajic, que teve sucessivos problemas com o regime por causa da língua frouxa. Um dos discos, Dok čekaš sabah sa šejtanom (“Esperando pelo Sabá com o Diabo”, frase do folclore muçulmano da Bósnia-Herzegovina), rendeu tamanha rejeição que a Ochestra sofreu alterações significativas, sendo uma delas a entrada de Emir Kusturica, cineastazão, que já tinha o filho nas baterias do conjunto. O clipe com uma direção absurda, por exeemplo, é por causa disso, eles têm um Palma de Ouro na banda.

O resto da formação: Nenad Gajin Goce (guitarra), Her Dralle Draugentaller (teclados), Glava “O Cabeça” Markovski (baixo e balalaika baixo), Alexander “O Grande” Balaban (tuba), Nesho “Melro” Petrovic (saxofone), Zoki Miloshevic (acordeão) e Dejan Sparavalo (violino)… Além de agregados mil; como a árvore, na foto.

Agora,  mais uma cortesia gentilmente cedida pela internet.

• Sobre a banda 
• Site oficial
• Baixar disco (pass: www.pcmuzik.com)
• Show apoteótico (argentina)

Abraço fraterno,
Márcio N.

Março 18, 2009

Bruno Aleixo _pra lá de além-mar

Eis que surge em Portugal algo completamente diferente e inovador em termos de humor, por um tal Bruno Aleixo, criador de sketches veiculados no SIC, canal fechado da televisão portuguesa, de estranheza e graça que para mim são uma pérola. Abaixo, os sete vídeos disponíveis da série “Escola”, com diálogos entre um aluno de primário e uma professora.








Novos:




Além dos demais vídeos relacionados pelo google, aconselho-vos ainda as séries curtas de Aleixo: Mensagens que deixo para você e Conselhos que vos deixo, donde se extrai o seguinte adendo: “Nunca durmas todo nu. A casa pode arder e depois ficas de fora, pelado, enquanto os bombeiros apagam o fogo”.

Abraço fraterno,
Márcio N.

Bruno Aleixo no Wikipédia, aqui.

Março 13, 2009

Casais felizes entristecem juntos

A imagem abaixo tem 276k e leva alguns segundos para carregar.

Resolvi fazer essa espécie de tira porque achei a foto assustadora, de verdade.

abraço fraterno,
Márcio N.

Outra tirinha, no mesmo esquema, aqui.

Março 11, 2009

BROADCAST + jovem simétrica

Gostei bastante desses vídeos para as músicas do Broadcast, banda inglesa. São reedições de imagens do rosto de Edie Sedgwick, modelo doidona dos anos 1960, fazendo brincadeiras nas cores e interferências diversas.

Colour me in / broadcast ↑

Goodbye girls / broadcast ↑

Arc of journey / broadcast ↑

É estética pura. A beibe, o tratamento, as músicas.
Os vídeos são desse canal pessoal no youtube – lá tem mais.

Abraço fraterno,
Márcio N.

Broadcast no myspace, aqui / Warp Records, aqui.

Março 10, 2009

Sobre paranóia

Algo preocupante.

Não bastasse a pressão costumeira do ambiente de trabalho, desde que li isso passo o dia com a impressão de que estou sentado sobre explosivos. Circula a história de que, na China, um rapaz de 14 anos morreu em decorrência de uma hemorragia com ferimentos no reto provocados por estilhaços de aço, quando, fatidicamente, o cilindro de gás da sua cadeira ajustável explodiu. Episódios como esse da China acontecem o tempo inteiro, e são alertas pontuais sobre como o mundo é um lugar inseguro. E, na cidade, tanto mais. A vida urbana é constituída de medo e, a paranóia, o sentimento geral. Medo é o que faz alguém optar por um carro com air-bag, por exemplo; mas é a Paranóia que faz alguém perscutar o acento do cinema, na possibilidade de ter ali uma agulha contaminada com vírus H.I.V (ou mesmo, um cilindro de gás explosivo, nas reclináveis). Isso, administrado com cuidado, é das melhores estratégias para uma vida saudável – uma vez que, o segredo para a longevidade, é essencialmente manter-se vivo por muito tempo. Quando vemos um velhinho sentado em um banco de praça, não estamos a ver um velhinho sentado em um banco de praça. Ele é um homem que, há um tempo razoável, tem escapado ileso a todos os riscos de morte que a vida oferece. Quase firme, àquela altura do campeonato, provavelmente cumpriu premissas básicas, como: não fumar ou beber em excesso; não caminhar por ruas de pouca iluminação, ou mesmo olhar para os dois lados antes de atravessar uma; não discutir com estranhos, sobretudo no trânsito ou em bares; dirigir devagar, e sóbrio, usando cinto de segurança ou capacete, ou os dois; evitar caixas eletrônicos em áreas desertas; não andar com objetos de valor; comer uma quantidade aceitável de gordura e carne vermelha; jamais reagir a um assalto, ou mesmo praticar um; evitar o vício em drogas e o contato com o tráfico; não seguir pelo caminho do crime etc. Definido isso, podemos tomar as devidas precauções, e, com um pouco de sorte, nos mantermos… na medida do possível… inteiros.
A ameaça das cadeiras, realmente, quanto a isso não sei o que fazer.

Abraço fraterno,
Márcio N.


Foi assim que ela ficou.

Março 9, 2009

Inform. desnec. nº4325

Coisas que, se você não compartilha, podem realmente comprometer seu dia.

Propaganda enganosa que funciona de verdade
“Dinheiro Grátis”

Boa causa
E você, companheiro… já fez o seu auto-exame de próstata hoje?

Acidente
Ontem atropelei um carro estacionado na calçada. O veículo passa bem.

Mensagem corporativa
“Pirata: neste carnaval fuja dos canhões.”
[outdoor do Rum Montilla nas adjacências de Recife]

Piada ruim e de mau gosto [lida num blog ruim e de mau gosto]
P: O que é um pontinho branco nos pentelhos de Marcelo Camelo?
R: Um dente-de-leite de Mallu Magalhães.

Piada boa e de bom gosto [I e II]
P: O que Aristóteles faz quando está com muita fome?
R: Come num Platão.

— Garçom, sivuple, le note!
— Dóóó.

Orkut
Imbecis catalogados por cidade, sexo e preferências.

REGISTRO

Glorioso momento de agente infiltrado instantes antes de surpreender o inimigo. [da esquerda p/ direita: o quinto, em pé] 

Foi no entanto capturado e levado ao paredão, o pobre homem.

Honestidade [por uma frase de msn]
80% das bactérias não estão na boca. Estão nos pés.

Censurado

Sobre miséria e safadeza numa blitz policial na madrugada
Tudo em ordem? Tudo. Tem uma ajudinha pro guaraná? Tenho R$ 1,20. Ajuda.

Amnésia do macho no Dia Internacional da Mulher
08 de março. Domingão.

Lençóis freáticos 
Fazendas de coliformes fecais cortando o bunker à altura de Natal.

Actívia
Giselle Bundchen, como você mantém essa forma? ”Defecando”. Surpreendente.

***

Perdão pelo deslize.
Se tudo correr bem, podemos encontrar uma pá e cavar mais baixo.

Abraço fraterno,
Márcio N.

Março 6, 2009

Chiquita Bacana, a bacana

Já reparou que, no Nordeste, o publicitário que se sente inseguro, querendo passar uma imagem de profissional amadurecido, ao invés de falar ”massa” ou “legal” quando vê alguma coisa que gosta, ele diz “bacana…” ou “bacana, bacana…” ou “cara, isso é bem bacana…”, e sempre o mesmo “bacana” modesto e sereno – quando queria, na verdade, rachar o furico numa pedra - só porque é um terminho utilizado por publicitários em São Paulo, a Terra do Nunca? Se não vê é por sorte sua. Eu vejo isso todos os dias e é bem desagradável, a palavra mais antipática que existe… Santo esfíncter, Robin.

Jingle em homenagem a todos os bacanas ↑ por Caetano & Os Trapalhões.

Abraço fraterno,
Márcio N.

Março 3, 2009

Grandes Discursos da Humanidade

Discurso vencedor do concurso de melhor discurso de vencedor

“Gostaria de agradecer a todos os perdedores pela incapacidade de fazer um discurso tão bom quanto o meu. Inteligente, bem sacado, modesto. Obrigado, jurados, por serem pessoas de critério e escolherem a mim ao invés de um energúmeno qualquer. Obrigado também a vocês, pessoas anônimas e sem importância, que estão aí pensando ‘puxa, mas que discurso brilhante’. A sua inveja é meu maior estímulo e é para isso que vocês servem. Quero agradecer também aos meus pais por terem trazido ao mundo alguém tão genial quanto eu. E, por fim, a Deus, por ser justo. Estou feliz como vocês jamais serão em momento algum de suas existências sofríveis de classe-média. É a todos vocês, fracassados, que dedico este prêmio.” – O VENCEDOR.

Discurso padrão, com tecla sap.

Abraço fraterno,
Márcio N.

Março 2, 2009

Arte & Letra _revista de literatura

Esperançoso amigo,

conheci uma excelente revista de literatura, a Arte & Letra, que em fevereiro completou um ano. É uma publicação trimestral com textos de escritores brasileiros, estrangeiros, vivos, mortos, conhecidos ou não – ao que parece, o material é quase sempre inédito ou ao menos bem raro, e situa a Selva mais um pouco no mundo [ou, quando não, ao menos situa os textos nela]. A seleção do material parece cuidadosa, também a dos colaboradores – os tradutores e os autores.

A revista tem no entanto um problema, a distribuição. São poucas as cidades em que ela é comercializada fisicamente, de modo que o melhor é comprar pela internet mesmo. Cada edição sai a R$ 16,50. Comprando em ruma, R$ 15.

• Informações da Arte & Letra no blogue da revista.
• Assinatura e vendas direto com a editora.

Acabo de fazer uma assinatura anual e encomendar um pacote com as 4 últimas edições. Coisas novas pra concorrer com as outras coisas que compro e não leio.

Abraço fraterno,
Márcio N.

Alguns autores publicados: H. L. Mencken, Miguel Sanches Neto, David Foster Wallace, J. M. Coetzee, Luigi Pirandello, Machado de Assis, G. K. Chesterton, Adolfo Bioy Casares, Saul Bellow, Mark Twain, Judith Hermann, Paul Auster, Mario Benedetti, Jonathan Coe etc.

Março 1, 2009

Carl Orff _Carmina Burana

Trecho de Carmina Burana, de Carl Orff, num show a-po-te-ó-ti-co.

A história de Carmina Burana pode ser lida aqui, com a letra inteira traduzida. É interessante conhecer direito uma música que vira e mexe é tocada em algum canto, do erudito ao comercial de cerveja.  No youtube é possível assistir a uma apresentação completa da peça [1:11] - isso, se você tiver paciência e uma conexão de primeiro mundo.

Abraço fraterno,
Márcio N.

Fevereiro 26, 2009

Cinema _festival pornô confirmado

Estranhos acontecimentos tiraram o sono dos hóspedes deste sombrio bunker na última noite, quando foi recebida a inesperada visita do espectro de uma stripper falecida desde os anos 20. Brilhando, flutuando e gemendo, ela anunciou a eminência da III Mostra Pornô Independente, e cujo tema será “O Horror Erótico”. Após deixar a mensagem, a fantasminha girou seus três seios no ar e desapareceu logo em seguida causando um forte arrepio na espinha dos presentes. Não, na espinha não.

↑ Imagem de Meu Amante é um Horror, 1977 – uma das promessas da mostra.

O festival, que tem como objetivo popularizar a cultura pornô, chega a terceira edição consolidado como um dos mais expressivos da indústria.

Abraço fraterno,
Márcio N.

Edições anteriores: ver a I MOSTRA • ver a II MOSTRA

Fevereiro 26, 2009

Sziasztok _bem-vindos à hungria

Bem-vindos. A primeira coisa a saber é que o idioma húngaro é um padrão complexo envolvendo muitos S’s e Z’s. Da mesma forma, penso eu, que o português é um padrão complexo envolvendo todas as outras letras do alfabeto. Eis mais uma língua que nunca vou aprender direito – o português e seu acordo novo, digo, porque quanto ao magiar (húngaro, para os entendidos) acho eu que não vai ser mais um problema. Chega-me a infomação de que Chico - que se fosse húngaro de verdade se chamaria Moreira, ou Guedes, porque teria seu sobrenome vindo antes do nome, fundou um bunker nos cafundós da Hungria, o Hungaromania, cujo valor e empenho é dos mais glorificáveis. Se tudo correr estranhamente bem, em pouco tempo estarei arranhando os ésses e os zês que é uma beleza. E isso, cidadão-médio, é para poucos – ou pelo menos somente para as seletas 14 milhões de pessoas que utilizam o código magyar pelo mundo.

A hungaromania de Chico, além de suas traduções de textos de escritores desconhecidos na Selva (relembre aquiaqui), tem um pouco de sua incursão nas reentrâncias dessa anasalada cultura. Um bom exemplo é a taoada hipnótica de três beibes magyares: Herczku Ágnes, Bognár Szilvia e Szalóki Ági – em tradução livre: a galeguinha, a moreninha e a ruivinha. Abaixo:

Abraço fraterno,
N. Márcio

SOBRE O GRANDE NARIZ: “Temos o hábito de lhe chamar penca, batata, corneta e tromba. Todos eles se referem ao nariz, ‘aquela coisa que tens a meio da cara e que te permite cheirar o ar limpo e quente e que produz montes de ranho’. Ali, somos convidados a entrar num nariz gigante para ver de forma ampliada os vasos sanguíneos, os pêlos e a sua própria forma. E até o espirro quis marcar presença neste módulo. Espirramos quando algo nos provoca comichão no interior do nariz e, naquele caso, os visitantes parecem fazer muita comichão, uma vez que é simulado um espirro mesmo quando estamos lá dentro e, com o vento, somos convidados a partir para outro módulo. O espirro sai disparado do nariz a uma velocidade de 160 km/h e esta é a razão pela qual não conseguimos manter os olhos abertos quando espirramos.” (informação desnecessária do jornal O Amador, que meteu o nariz aqui sem ser chamado)

Fevereiro 20, 2009

Diversão & Laser _bichano

Devo comprar uma lanterna dessas nos próximos dias. É a diversão.

[preik]

Abraço fraterno,
Márcio N.

Fevereiro 19, 2009

Lolita e a influência de Nabokov na putarística de opiniões na internet

Cena da versão anos 90 de ”Lolita”, história de Nabokov.

Como opinião é uma coisa que hoje circula mais descontroladamente que herpes em tempos de carnaval, aí vão alguns comentários publicados no youtube (tradução livre) para a cena acima. No lugar de dar a sua, o melhor é escolher a que você gosta mais. Vejamos:

COMENTÁRIOS SAGAZES NO YOUTUBE – EXCERTO

(  ) Reiou-se!

(  ) Na Arábia Saudita uma menina vira mulher aos 12 anos. Mas se alguém for pego com uma de 8, aí é preso.

(  ) Não existem leis que proibam um homem de beijar uma criança no rosto…

(  ) Ela é tão meiga…

(  ) Acho que sou velho demais pra ver esse filme :(

(  ) O mais bonito beijo da história do cinema. Viram a reação dele quando ela corria pela escada? Perdido, excitado, atônito, impaciente, ardendo em desejo, apaixonado. Um beijo adorável!

(  ) Não simpatizo com pedofilia.

( ) Peraí… a história não trata de pedofilia, mas sobre como duas pessoas podem se amar independente da idade.

(  ) Que porra é essa?

(  ) Sexy, fresca e inesperado pra ele, Lolita!

(  ) Na verdade há um ponto bem interessante na história. Na verdade o cara tem um puta passado fodido que faz com que ele goste de menininhas de 7 a 14 anos (as ninfas). De início você pensa, “Mas que doente!”, e depois de um tempo realmente passa a simpatizar com o sujeito. É um filme sobre a tênue linha que separa o certo do errado.

( ) Mas que cagado!

(  ) Hôme… se fosse comigo ela num saía por aquela porta.

(  ) Então isso trata de um pedófilo gostando de uma criança? Desculpa, não quero parecer burra, falaram bem do filme aqui e vou assistir… Mas é sobre um homem gostando de uma criança? Que doente!

(  ) Simplesmente lindo!

( ) A atriz tinha só quinze anos quando fez o filme, então… que filho da puta. Queria dizer que não sou mulher, mas sou pai!

( ) Pernas legais.

Ficamos por aqui, pessoal. E lembrem-se: opinião – dê a sua, mas use camisinha.

Abraço fraterno,
Márcio N.

Os comentários foram extraídos daqui.

Fevereiro 19, 2009

Super Mario _teatrinho

Algo que vocês precisam ver, do outro lado do bucho-terra.

A impressão que tive assistindo isso foi parecida com a de quando vi “Play – Videogame Symphony” tocando o tema de Super Mario World (aqui). Do mesmo modo que antes impressionavam os efeitos especiais realistas, com raios e explosões, agora é o processo contrário – o de abolir truques sintéticos, mais humano - que tem atraído a quem cresceu em um mundo fantástico gerado por computador. Outra coisa que tem me chamado atenção é a popularidade de Mario. No mundo dos videogames ele é o novo Pac-Man, acho, só que com muito mais personalidade: no futuro ele ocupará o cargo que hoje pertence a Che Guevara nas camisetas. Imagine: Mario de olhar compenetrado e sonhador, os dedos enrolando os bigodes, montado em um cogumelo. Se a C&A existir, essa camiseta custará apenas R$ 3.000,00 – isso, claro, se economia continuar indo tão bem.

Essa conversa toda me lembrou um causo que em nada tem a ver com videogames e efeitos especiais, envolvendo os Flintstones e uma cigarreira em Natal. Ela se chama cigarreira do Barney. O dono algum dia contratou alguém e disse: “pinta Barney aí pra mim”. E, até hoje, anos depois, Fred Flintstone está lá denunciando o engano do pintor.

Certo…

Abraço fraterno,
Márcio N.

Fevereiro 13, 2009

Avião _modos de usar

AVIÃO – s.m. [do fr. avion] – 1. Veículo altamente pressurizado, mais pesado que o ar, voando a três quilômetros de altura num ambiente gelado e sem oxigênio, contendo dois ou mais motores a explosão, cheio de gasolina de alta octanagem, projetada para queimar mais forte e mais quente, nas asas, feito de alumínio e parafusos e que só se mantem no ar por estar se movendo incrivelmente rápido. 2. Mulher com seios e nádegas grandes.

Explicação de Igor, nos comentários de American Aircrashes.

Abraço fraterno,
Márcio N.