Violência Gratuita (Funny Games), Michael Haneke, 97-07

Soube hoje que fizeram uma revisão americana de “Violência Gratuita”, filme que teve seu original em 1997, em que dois amigos muito educadamente aterrorizam uma família e entretém o público. Como até então era um filme que vivia na bolha das sessões de arte, algumas pessoas ficaram profundamente ofendidas com a possibilidade de uma versão mais popular – tinha gente tão ressentida que parecia mais que tinham feito um remake de vossa mãe, e não dum filme. Mas a versão de 2007 foi feita pelo mesmo diretor, com orçamento melhor e um elenco milionário. Pelo pouco que pude ver, está muito parecida com a original.
Nos dois filmes, muitas cenas tem exatamente o mesmo enquadramento, como se pode observar vendo os traillers de 1997 e 2007 lado a lado, ou embaixo a embaixo, como é aqui o caso.
Versão de 1997
Versão de 2007
Agora, numa coisa eu concordo: com atores desconhecidos alguns filmes são mais convincentes - vejamos uma situação do mundo real:
·Uma mulher aleatória diz que se chama Sílvia. Você acredita.
·A Rainha Elizabeth diz que se chama Sílvia. Você não acredita e acha que ela está louca.
Quando em Violência Gratuita aparece Michael Pitt dizendo que é um psicopata, ou Tim Roth e Naomi Watts fingindo serem uma família, não é bem isso que você enxerga: você vê atores atuando em um filme. Talvez seja essa impessoalidade a distinção principal entre as versões de 1997 e a de 2007, não sei.
Vou procurar a versão nova. A antiga é mais fácil, tem em qualquer locadora.
Abraço Fraterno,
Márcio N.
8 Comentários
Julho 5, 2008 às 7:17 pm
Márcio, “Violência Gratuita” é do diretor Michael Haneke?
Julho 5, 2008 às 9:09 pm
“Tenho impressão que filmes com atores desconhecidos são mais convincentes”
De fato.
Julho 6, 2008 às 2:10 am
é sim, ygor… o bicho que fez cachè e professora de piano.
Julho 6, 2008 às 11:23 pm
Parece ser um filme comum de Supercine. Mas vou seguir o conselho.
Julho 7, 2008 às 3:30 am
[...] espancando e violando uma singela família na sua casa de campo. Uma delícia. Daí o Márcio deu o toque que fizeram um remake americano do título. E, como se sabe, americano quando decide [...]
Julho 7, 2008 às 6:10 pm
wário… vale a pena, é um filme legal. pesado, mas legal.
Julho 7, 2008 às 10:55 pm
Não ví.
Mas pelo que eu tive a impressão é uma coisa meio geração pós clockwork orange.
;)
Agosto 7, 2008 às 11:23 am
[...] Watts, Tim Roth, Michael Pitt – a todos tenho algum apreço). Esse post seria um comentário a essa postagem do Querido Bunker, mas ficou muito grande e resolvi colocar a resposta à pertinente observação [...]